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Você sabe o que é Hipertensão Arterial?
 

O que é Hipertensão Arterial?

A hipertensão arterial é uma doença crônica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo cardíaco está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica). A pressão normal em repouso situa-se entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica. A hipertensão tem sido definida como a pressão sanguínea de valor superior ou igual a 140/90 mmHg para um adulto jovem. Esta definição surgiu após 12 anos de experiência em 350.000 indivíduos de idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos (Multiple Risk Factor Intervention Trial), porém a maioria dos médicos, cardiologistas ou não, considera o valor de 140 mm de Hg como sendo um valor normal. A Organização Mundial de Saúde fixou limites e, tendo em conta a relação benefício/riscos do tratamento, fixou o limiar para além do qual se considera hipertensão em >140/90 mmHg. Porém, antes de efectuar uma medição da pressão arterial, a pessoa deve estar em repouso durante 5 a 10 minutos para que o resultado possa ser valorizado.

No adulto com mais de 75 anos, podemos aceitar um limite de 150/90 mm Hg, tendo em conta a rigidez fisiológica da parede arterial. A pseudohipertensão entre os idosos é também um factor a considerar. Esta situação deve-se à calcificação das artérias, o que resulta em níveis de leitura anormalmente elevados no esfignomanômetro enquanto que as medições intraarteriais são normais. Não esquecer que o processo de endurecimento das paredes arteriais com o envelhecimento é progressivo e o aumento de pressão arterial sistólica com a idade também será progressivo sem que isto signifique hipertensão arterial. Estes dados desafiam o consensus actual, muito rígido nos critérios de hipertensão arterial acima dos 70 anos.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, aneurismas das artérias, doenças arteriais periféricas, além de ser uma das causas de insuficiência renal crônica. Mesmo que moderado, o aumento da pressão sanguínea arterial está associado à redução da esperança de vida.

Prevenção

A maior parte das complicações que a pressão arterial elevada acarreta é experienciada por indivíduos que não estão diagnosticados como hipertensos. Deste modo, torna-se necessária a adopção de estratégias de redução das consequências da pressão arterial elevada e reduzir a necessidade de terapias à base de fármacos anti-hipertensivos. Antes de se iniciar qualquer tratamento, recomenda-se alterações do estilo de vida de modo a reduzir a pressão arterial. Como meio de prevenção primária da hipertensão, as orientações de 2004 da Sociedade Britânica de Hipertensão, em consonância com as definidas já pelo Programa Educativo para a Alta Pressão Sanguínea dos Estados Unidos em 2002 recomendam as seguintes alterações ao estilo de vida:

  • manter o peso normal em adulto (i.e. índice de massa corporal de 20–25 kg/m2);
  • reduzir o consumo de sódio para <100 mmol/ dia (<6 g de cloreto de sódio ou <2,4 g de sódio por dia);
  • praticar actividade física aeróbica de forma regular, como caminhar a pé (≥30 min por dia, a maior parte dos dias da semana);
  • limitar o consumo de álcool a 3 unidades por dia em homens e 2 unidades por dia em mulheres;
  • manter uma dieta rica em fruta e vegetais (pelo menos cinco porções por dia).

As alterações dos hábitos e estilo de vida, quando feitas corretamente, podem baixar a pressão arterial para valores idênticos aos obtidos com medicação. A combinação de duas ou mais alterações pode produzir resultados ainda melhores.

 

Plano Amparo - "Valorizando a vida."